Quedas são um dos eventos mais comuns, e mais subestimados, na vida do idoso. É muito frequente ouvir “foi só um escorregão” ou “acontece com qualquer um”. E de fato, pode ser. Mas uma queda, especialmente acima dos 60 anos, merece sempre ser levada a sério.
As quedas raramente acontecem por acaso. Na maioria das vezes, uma queda é o sintoma de algo que ainda não foi identificado: fraqueza muscular, alteração no equilíbrio, problema de visão, efeito colateral de algum medicamento ou até uma pressão arterial que cai ao levantar. A queda em si pode ser o primeiro sinal visível de uma condição que já vinha se desenvolvendo silenciosamente.
Além disso, as consequências podem ser graves: fraturas, internações e perda de autonomia. E há um efeito menos visível, mas igualmente sério: o medo de cair de novo, que leva muitos idosos a se movimentar menos, se isolar e perder qualidade de vida progressivamente.
Alguns sinais que podem aumentar o risco de queda: dificuldade para se levantar da cadeira ou da cama; sensação de tontura ou desequilíbrio; uso de vários medicamentos ou de medicamentos inapropriados (ex.: medicação que dá sono); fraqueza nas pernas ou alteração na forma de andar; problemas de visão não corrigidos. A própria casa também pode apresentar riscos, como tapetes soltos, má iluminação ou banheiro sem barras de apoio.
Mesmo que a pessoa não se machuque, a queda deve ser sempre relatada ao médico. Uma avaliação geriátrica completa consegue identificar a causa, corrigir os fatores de risco e prevenir que aconteça de novo.
Quedas não são inevitáveis. Com atenção e cuidado preventivo, é possível reduzir muito esse risco e preservar a independência por muito mais tempo.
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